A sua empresa tem Urubus?
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Artigo do livro “Liderança Intrapessoal” da Ideias & Desafios
“Um dos fenómenos mais comuns nos ecossistemas das empresas tem a ver com a vivência e convivência de todo o tipo de espécies.
Hoje, na nossa edição do “National Geographic”, gostaria de me centrar na espécie Urubu.
Pelo nome não deve estar a ver quem são, mas se eu começar a descrevê-lo talvez identifique uns quantos na sua empresa.
Vestem normalmente de negro, ou não.
Chegam de manhã, trazendo atrás de si um rasto de destruição emocional, eléctrica e biológica.
Quando passam, as luzes fundem-se, as plantas murcham e de repente todos à sua volta começam a sentir os efeitos nefastos das suas palavras ou, melhor dizendo, das suas corrosivas palavras.
É de facto uma espécie estranha.
Quando à sexta-feira estamos todos contentes porque o fim-de-semana está à porta e caímos na asneira de comentar esse facto com eles, o seu comentário típico passa por algo do género:
“Só faltam dois dias para segunda-feira”.
Esta espécie tem também características vampíricas.
Quando lhes falamos de um eventual projecto com o qual estamos entusiasmados, têm sempre uma palavra “simpática” para o deitar por terra.
Mas sempre com a “melhor” das intenções.
Já os identificou?
Claro que sim.
Agora num registo um pouco mais sério.
Este tipo de pessoas normalmente não se dá conta do mal que provoca nas empresas.
As pessoas têm uma capacidade inata de influenciar positiva ou negativamente as pessoas à sua volta com a sua energia e com o seu estado de espírito.
Se não tomamos nota do nosso registo emocional e o deixamos vaguear livremente, mais cedo ou mais tarde podemos estar a tirar a energia de que a nossa empresa tanto precisa.
Como líderes, temos de dar atenção ao facto de que o exemplo tem de vir de cima.
Temos na nossa mão a capacidade para motivar, mas também para desmotivar com a mesma facilidade.
Se os líderes devem ser seguidos, principalmente pelo exemplo, que liderados acha que iremos ter, caso não tenhamos a capacidade para gerir o nosso estado emocional?
Claro!
Vai ser um pouco complicado.
A gestão emocional do líder pode ser tão simples como não “despejarmos” as nossas frustrações em cima dos liderados, ou tão complexa como não deixarmos transparecer para baixo questões mais delicadas que estejam a existir.
Por vezes o trabalho do líder é precisamente conseguir funcionar como almofada para “pancadas” maiores que venham dos lados ou de cima.
Este escudo que o líder propicia à sua equipa é por vezes fundamental ao bom funcionamento da mesma.
Em muitas situações do meu passado como gestor tive precisamente de adoptar esta postura.
A do “Farol” que guia o barco através da tempestade.
E por vezes é precisamente em momentos de tempestade que os líderes se afirmam ou se forjam de uma forma mais eficaz.
E quando troveja e o mar fica agitado é quando surgem com mais frequência os “Urubus”.
Sejam eles o líder que não aguenta a pressão emocional da situação e a descarrega na sua equipa, seja no seio da equipa algum dos elementos que por medo se erga como um “Urubu”.
Numa situação normal dir-se-ia que o melhor a fazer com estas pessoas é afastá-las da equipa.
Normalmente contagiam o ambiente da equipa e funcionam como forças de bloqueio quando queremos levar o barco a bom porto.
Mas numa situação de crise, normalmente esta não é uma situação viável.
A única forma é jogar com os elementos que temos, melhores ou piores.
Caso a pessoa em questão até tenha valor, uma das formas de lidar com ela é precisamente trazê-la para o nosso lado e dar-lhe responsabilidade.
Provavelmente está a pensar:
“Mas e ele não vai estragar tudo?”.
Provavelmente sim.
Provavelmente teremos ainda de lidar com a frustração dos outros elementos da equipa por termos dado a responsabilidade ao “Urubu” e não a eles, que até são melhores.
Mas por vezes é um mal necessário.
Ao “forçá-lo” a uma responsabilidade, podem ocorrer duas situações:
Ele até cumpre e temos o problema resolvido
Ele não cumpre e a sua influência sobre a equipa fica bastante reduzida
É claro que é uma situação de compromisso, mas em situações de crise trata-se precisamente disso.
“Compromisso”.
Como líder, nestas situações ajuda perceber a forma como os nossos liderados funcionam como pessoas, o que é que as faz correr, e, acima de tudo, como criar empatia com cada um deles, é fundamental.
Caso queira aumentar as suas hipóteses de sucesso como líder, inscreva-se já no nosso workshop de Liderança Intrapessoal. “
Autor: José de Almeida
Partner
Ideias e Desafios
www.ideiasedesafios.com
Golpe de estado na Psique
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Professor Luis A. Vasconcellos – Psicólogo Clínico
“Enquanto o Ego primitivo sentia-se unido/participante das demais forças e instâncias da psique, o Homem sentiu-se participando do paraíso original. No momento em que, na história da humanidade, acabamos expostos ao paradoxo de separar os pares de opostos, de Bem e do Mal, de Homem e Mulher, de Masculino e Feminino… Neste momento desperta a consciência egóica da humanidade e ela nunca mais será UMA com o Criador (na inconsciência de sua própria existência, como os animais). Isto posto, o desafio moderno e futuro é o de desenvolver uma sintonia com o criador, mas não mais como submissão inconsciente às suas leis e regulamentos e, sim, através de ser capaz de comungar com o sentido e o propósito da vida, de cuja existência desconfiamos, porém sem poder explicá-la ou prová-la.
O golpe de Estado na Psique não está para ocorrer, ele já ocorreu – no momento em que surgiu e subiu ao poder o Ego Ditador – e agora temos que ser capazes de restituir ao plano psíquico algum Equilíbrio, Harmonia, Totalidade, Plenitude, Paz… Não como ele foi no passado, mas algo de realmente novo, diferente, transformado….
A existência dos pares de opostos complementares é indiscutível, pois pertence ao vivido assim como o respirar, o comer, a sexualidade, Vida e Morte, Prazer e Dor, Deus e o Diabo, Bem e Mal; todos no mesmo nível de importância…
Também me parece indiscutível a necessidade que o Ego Humano tem, de quebrar o par de opostos, para poder funcionar a contento… Chamo a isto de Identidade Parcial do Ego cujo tema é abordado mais a fundo em outro artigo.
O ego separativo esqueceu-se progressivamente da experiência de união com o universo e com o mundo. Este tipo de “força separativa” veio crescendo aos poucos (como nunca!), na história da humanidade, nos últimos quatro ou cinco séculos.
Este processo traduz algo de muito importante para o desenvolvimento da espécie humana, contudo ninguém escapará dos exageros e desequilíbrios desta posição/atitude específica diante da vida, a menos que desperte sua consciência individual para a compreensão do processo que está em curso…
Arquivado em Luis Vasconcellos | Comment (0)Como vender diamantes ?
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Metáfora da Semana
“Um famoso negociante de diamantes de Nova Iorque, Harry Winston, ouviu falar de um rico comerciante holandês que estava procurando uma certa espécie de diamante para acrescentar à sua coleção. Winston telefonou para ele, disse-lhe que acreditava ter a pedra perfeita e convidou-o a vir até Nova Iorque para examiná-la.
O colecionador voou até lá e Winston designou um vendedor para encontrá-lo e mostrar-lhe o diamante. Quando o vendedor apresentou o diamante ao comerciante, descreveu a dispendiosa pedra, destacando todas as suas excelentes características técnicas. O comerciante escutou-o e elogiou a pedra, mas recusou-a dizendo: “É uma pedra maravilhosa, mas não é exatamente aquilo que procuro”.
Winston, que ficou observando à distância a apresentação, deteve o comerciante a caminho da porta e perguntou: “Importa-se se eu lhe mostrar aquele diamante mais uma vez?” O comerciante concordou e Winston mostrou-lhe a pedra. Porém, em vez de falar nas características técnicas, Winston falou espontaneamente a respeito da sua genuína admiração pelo diamante e de sua rara beleza.
Inesperadamente, o comerciante mudou de ideia e comprou o diamante. Enquanto esperava que o diamante fosse embalado e entregue, o comerciante voltou-se para Winston e perguntou:
-”Por que comprei de você, quando não tive nenhuma dificuldade para dizer não ao seu vendedor?”
Winston respondeu:
- “Aquele vendedor é um dos melhores no mercado e conhece bem mais a respeito de diamantes. Eu lhe pago um bom salário por aquilo que sabe. Mas, eu teria prazer em pagar-lhe o dobro, se pudesse incutir nele algo que tenho e ele não tem. Ele conhece diamantes, mas eu sou apaixonado por eles”.
autor desconhecido.
Metáfora retirada do site http://www.metaforas.com.br/
Agradecimento da Indian Rose a Edeli Arnaldi pela amável permissão na publicação dos artigos.
A concorrência que disputamos realmente existe?
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Nortus – Centro de Excelência Humana
“Especialista questiona se o ato de concorrer realmente existe ou se não passa de fruto de nossos modelos culturais. O que você acha? Há na humanidade um aspecto, ainda bastante significativo, que rege grande parte dos relacionamentos pessoais: a concorrência. E no que consiste a concorrência? Desde pequenos, dependendo da nossa educação e das nossas heranças culturais, crescemos mergulhados em um campo de informações que nos dizia (e talvez ainda diga) que precisávamos ser “os melhores” e não os melhores que pudéssemos ser.
E crescemos passando por muitas situações como máquinas, sem muita noção do que realmente estávamos gerando como resultado, focando em nosso benefício e, talvez, também no benefício das pessoas mais próximas, como um ato de “sobrevivência”. Até aqui, algo aceitável.
Com o passar do tempo, acabamos percebendo que, como seres humanos, nos desenvolvemos tendo como resultado uma vida em “sociedade”, o que significa hoje compartilhar uma estrutura mental, emocional e material que sirva à continuidade da vida.
Ao mesmo tempo, em muitos aspectos, continuamos travando disputas dentro do mesmo sistema que nos dá o suporte para vivermos. A partir daqui, quando já percebemos como a vida acontece, essas atitudes já são contestáveis. Como “disputar” dentro do sistema de pessoas, muitas vezes, com pessoas que nos servem à vida?
O fato da presença ainda marcante de memórias ancestrais, informando que “continuar vivo, mesmo que seja pela morte de outros” é permitido, coloca-nos em uma posição delicada na escala evolutiva. Como seres humanos, somos a espécie mais inteligente, mas ao mesmo tempo, agimos com um caráter quase ignorante diante dos princípios de continuidade da vida.
A concorrência é real ou ela existe somente em nossos modelos culturais? É necessário concorrer para que a vida continue? Modelos nos servem a cada fase de desenvolvimento da humanidade. É muito provável que o modelo da concorrência tenha sido gerado também para que a vida continuasse de alguma forma.
Mas, hoje surge uma questão: a concorrência é a forma mais inteligente de continuarmos vivos? O quanto a busca pelo nosso “lugar ao sol”, tentando ser melhor que os outros ou em detrimento da vida de outros, é mais inteligente que desenvolvermos o máximo da capacidade que temos? Cada indivíduo ou sistema (família, empresa, equipes etc) possui uma formação estrutural própria que determina uma fórmula individual (heranças culturais, experiências atuais, resultados), essa unicidade determina também excelência e expertise únicas.
Se formos os únicos em nossas formações e formos o máximo que pudermos ser, teremos algum concorrente? Enquanto tentarmos ser melhores do que os outros, como seremos o máximo que podemos ser? A necessidade de adaptação para continuarmos vivos nos estimula a ir além do lugar aonde já chegamos.
A concorrência em essência é o estímulo interno, que nos instiga a ser ainda melhor do que já somos, impulsionando nosso desenvolvimento contínuo, nossa sobrevivência e a continuidade de nossas vidas. Nosso maior concorrente é o que está obsoleto em nós, é o que nos estagna, impedindo-nos de ir além. Pense nisso!”
Artigo de: Mirian Coden (Especialista em Alinhamento Metassistêmico e Diretora de Desenvolvimento do Nortus Centro de Excelência Humana)
Fonte: http://br.hsmglobal.com
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Metáfora da “Deusa do Sal”
Novas experiências, novos amigos, são sempre uma lufada de ar fresco na nossa vida…… também as metáforas, começaram a ter outro sentido. Com um sorriso no rosto, aqui Vos deixo esta linda metáfora… para usarem como entenderem.
M. Esmeralda Jesus
“Conta uma lenda que em uma ilha longínqua vivia uma solitária deusa de sal. Ela era apaixonada pelo mar.
Passava dias, noites, horas na praia, observando o balanço das suas ondas, a sua beleza, o seu mistério, a sua magnitude. Um desejo enorme começou a apossar-se do seu coração: experimentar toda aquela beleza….Esse desejo foi aumentando até que um dia a deusa resolveu entrar no mar. Assim que ela colocou os pés no mar, eles sumiram, derreteram-se…..
Encantada com o mar, ela seguiu em frente e as suas pernas e coxas também desapareceram.
A deusa, no entanto, seguiu adiante, sentindo partes do seu corpo derretendo-se, até ficar apenas com o rosto do lado de fora.
Uma estrela que observava tudo, comentou:
- Linda deusa, você vai desaparecer por completo. Daqui a pouco nada mais existirá do seu corpo.
A água do mar desfazia o rosto da deusa, mas ela respondeu fazendo um esforço:
- Continuarei existindo, porque agora eu sou o mar também..
Para conhecer e experimentar é preciso permitir-se, ir em frente. Quando isto acontece, dá-se a mudança.
- A deusa mudou transformando-se em mar e fazendo parte dele, passou a ser o mar que ela tanto admirava da praia…
- O mar por sua vez, também se transformou, porque foi salgado pela deusa. Ambos experimentaram a mudança: a deusa e o mar.”
autor desconhecido.
Arquivado em Metáforas, PNL | Comment (0)LifeTraining – Indian Rose
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Nova Parceria
A Indian Rose valoriza o potencial de todos os seres humanos, e acredita que é através desse potencial, que cada indivíduo tem a possibilidade de mostrar o melhor de si mesmo, assim acredita no valor da LifeTraining, empresa especialista em estratégias de expansão de resultados, através do impacto, que sistemas de crenças de indivíduos e organizações, têm nas empresas e em cada um de nós.
O único compromisso necessário é para consigo próprio!
Faz-lhe sentido ??!! Aceita o desafio de acreditar é você o principal responsável pelo que lhe acontece? E não a “crise”, nem todos aqueles “factores externos”, que gostamos de listar? Nós já aceitámos!
A Programação NeuroLinguistica, através de várias empresas especialistas nessa área, nomeadamente, a LifeTraining, utiliza uma metodologia que nos permite deixar de ser dependentes e/ou co-dependentes de ideologias, gurus, verdades inacabadas, que nos provocam limitações no nosso processo de crescimento como individuos livres e criativos! Ter acesso às ferramentas que nos podem ajudar a fazer escolhas conscientes, a técnicas que nos fazem pensar por nós, nos permitem activar a criatividade, com o objectivo de transformar dificuldades em resultados positivos.
Estas são algumas das competências que a Indian Rose procura, para poder proporcionar-lhe uma boa oferta de serviços de qualidade! Agora a escolha, é sua!
LIFE ENERGY
Sugerimos-lhe a participação num LIFE ENERGY, dia 25 de Junho em Lisboa ou dia 23 de Julho no Porto , os eventos são gratuitos, no entanto, será pedida uma pequena contribuição de 5 euros para duas boas causas. As contribuições de Lisboa serão entregues à ACREDITAR , Associação de Pais e Amigos que trata as crianças com cancro, e as contribuições do Porto serão entregues ao “Projecto Sorriso da Rita”.
Esmeralda Jesus
Indian Rose
Intraagressividade e Depressão
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Professor Luis A. Vasconcellos – Psicólogo Clínico
“Temos que ter uma agressividade natural, que é o que, em nós mesmos, dá suporte instintivo para a originalidade, a ousadia, a disposição positiva diante dos desafios e assim por diante. Sem agressividade o EU não tem desejos e não luta para realiza-los…
Quem se encontra destituído (podado/proibido/surrupiado) de uma DOSE NATURAL de AGRESSIVIDADE, NECESSÁRIA a uma VIDA SAUDÁVEL e FELIZ, acaba negociando mal as inúmeras situações da vida prática e amorosa, especialmente aquelas em que a defesa do Eu e dos valores do EU é necessária ou mesmo imprescindível.
A agressividade reprimida é UMA das causas da depressão…
Ainda hoje respondi a correios eletrônicos cujo tema principal é a dificuldade que as pessoas têm para elaborar sentimentos negativos e impulsos agressivos.
À grosso modo podemos dizer que as pessoas se diferenciam entre as que são INTRAGRESSIVAS e as que são EXTRAGRESSIVAS, com possíveis graduações infinitas entre as modalidades ACTIVA e PASSIVA.
No extremo da extragressividade temos os tipos violentos/revoltados que não hesitam em atacar e ferir…
No extremo oposto temos os inibidos/conformados e que sofrem quietos sem jamais agir agressivamente contra quem quer que seja, por melhor que seja o motivo e mesmo que isto seja justo…
Obs.: Para efeito desta reflexão em particular não vou comentar todos os caminhos da energia vital, que podem ser muitos, talvez infinitos, mas vou me ater APENAS ao modo específico como ela se apresenta no âmbito do funcionamento do EU INTRAGRESSIVO.
Faço votos de que NINGUÉM (!!!) entenda que só é possível a felicidade humana ATRAVÉS de uma perspectiva extragressiva… Tudo tem a sua hora e o equilíbrio/paz/alegria são atingidos pelo EU que se faça capaz de AMBAS as atitudes, dependendo da pessoa, da situação, da hora e do lugar…
Continuando…
Uma pessoa que tenha uma agressividade bem colocada, não fica na dependência do OUTRO autorizar ou concordar com suas acções e decisões.
Claro que é muito bom quando encontramos espaço, na relação, para exercer nossas individualidades e vontades pessoais. Contudo, não podemos fantasiar que estejamos vivendo este ideal na vida prática, pois ele tem que ser conquistado e dificilmente vem assim sem esforço e aprendizado individual…
Não podemos agir espontaneamente se a nossa primeira preocupação é a de agradar o OUTRO.
E, se alguém negocia mal os “confrontos de interesses” então o resultado é a frustração pessoal (a falta de individualidade!) e instala-se também o mau costume de fazer do OUTRO a “desculpa preferida” para explicar/justificar a frustração, tédio ou falta de ânimo individual.
Já que somos seres que possuem desejos e interesses pessoais, então, não pode nem deve ser transferida ao OUTRO a responsabilidade INDIVIDUAL de agir em busca do prazer e da realização pessoal.
O EU lNTRAGRESSIVO se esquece de que o OUTRO não tem obrigação de concordar nem de facilitar a sua realização pessoal. Se esta facilitação ocorre é óptimo, e podemos falar de AMOR/cooperação e, se não ocorre, podemos contar com o facto de que algum vínculo de PODER ou de dominação (de um pelo outro) esteja sendo a principal preocupação. Não é incomum que, com o tempo, os “tipos” se acomodem em uma relação de “jogo de poder” onde acaba estabelecida a regra de que um “tudo pode” e o outro “nada pode”. Continue reading »
Ser Amado
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Dr. Edgard Bottini – Hipnoterapeuta e Psicanalista
“Sabemos que o ser humano, desde os primórdios da nossa história, busca estabelecer um elo com um parceiro, o outro, seja em função de um apelo sexual que nada mais é do que a forma de garantir a perpetuação da espécie, seja em função de um apelo afectivo, buscando saciar nossa necessidade de emoção e de auto afirmação. Essa condição sine qua non para uma vivência feliz é tão acessível hoje quanto ontem, independentemente dos diferentes comportamentos sociais em épocas distintas. Se hoje somos individualistas, julgando-nos auto suficientes e independentes, é por que não temos consciência das influências trazidas em nosso universo interior, desde ou antes de uma vida uterina. É por que não temos consciência da importância de mergulhar em nosso interior e descobrir as interferências inconscientes que sofremos, levando-nos a comportamentos, reacções ou emoções que comprometem nosso relacionamento, com toda a comunidade, de modo geral, mas, e principalmente, com nosso parceiro amoroso, em especial.
Felizmente temos hoje, através da hipnoterapia, meios de promover o encontro entre o consciente e o inconsciente, de forma comprovadamente rápida e eficaz, para localizar as causas de tais reações e comportamentos, de forma a poder eliminá-los ou amenizá-los. Também nos permite reforçar valores e desenvolver talentos. Mas, mais do que tudo, permite o equilíbrio com nossos universos, físico, emocional, humano, animal, tornando-nos aptos a compreender, a aceitar, a compartilhar de tudo o que está ao nosso alcance. Assim, estamos prontos para viver o amor, o amor que deve vir primeiro de nós para nós mesmos. E depois, conseqüência natural, evolui para o outro, com muito maiores chances de sermos felizes.
SER AMADO
Para ser amada uma pessoa precisa, antes de tudo, se amar. Amar a si próprio é mais difícil do que pode parecer a primeira vista. Damo-nos conta de nossas aspirações e desejos e, com isto, das dificuldades para alcançá-los. Daí decorrem duas possibilidades: ou nos conformamos com as nossas limitações e tornamo-nos amargos, tristes e, na visão das pessoas que nos cercam, negativos e chatos; ou brigamos com a vida tentando sobrepujar estes obstáculos, que podem ser financeiros e /ou , sociais e, se não vencermos, só faremos aumentar nossas frustrações e angústias. Continue reading »
Ciúme e desconfiança sob um ponto de vista psicológico
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Professor Luis A. Vasconcellos – Psicólogo Clínico
O “Inseguro/desconfiado” e suas projecções negativas sobre o Outro
“É fundamental notar que a desconfiança esteja sempre à procura de um motivo real onde se instalar e, de facto, nem precisa ser tão real assim: basta ser plausível e pronto!
Ela se instala!!!
Muito me tem sido perguntado quanto a esta “contaminação nociva” tão comum nos relacionamentos. Primeiro, se faz imperativo ressaltar que, esta “fantasia de segurança” que DEPENDE do outro para se tornar efectiva, não é segurança real, pois depende do Outro para existir.
De facto, em realidade, para o “desconfiado/inseguro” típico, não importa o que o Outro faça para evita-la, pois a Insegurança estará sempre presente, à espera de um motivo, já que ela não depende de um motivo real, pois emana do EU.
Vice-versa, poderíamos dizer que a “Confiança” e a “Segurança” são qualidades energéticas, ou seja, são algo que a gente ENTREGA, pois emana do EU para os Outros, ou então não existe, de modo algum.
É necessário ressaltar o aspecto “radiante” ou “energético” da confiança, do amor e da fé. Trata-se de um fenómeno energético, que tem a direção do EU para fora do EU e é projectada sobre o mundo e os outros. Aquele estado, comumente também chamado de “confiança” e que depende do Outro (ou do que o Outro faça!) para existir ou para se manter, em verdade, não merece este nome, pois não é confiança coisa nenhuma.
Se eu confio, não vigio, se confio não me faço um “negociante” da confiança ou da desconfiança do Outro, não me torno um GUARDA restritivo e muito zeloso de suas “posses adquiridas”, não me torno um “segurança”, sempre pronto a cercar e garantir, sempre pronto a proibir e a limitar a liberdade do outro.
Se EU, em nome de minha Insegurança exijo “provas” diuturnas de que o Outro nada tenha feito para merecê-la, então, de fato, de dentro de minha Insegurança, o Outro é CULPADO, a menos que PROVE O CONTRÁRIO, pois a realidade única que eu permito é a da minha DESCONFIANÇA e o Outro, na verdade, não é levado em conta, e sim, desconsiderado e desrespeitado em sua Individualidade, poder de escolha e liberdade. Aí está a raiz psicológica da Democracia aplicada ao campo dos relacionamentos interpessoais. Continue reading »
Arquivado em Luis Vasconcellos, artigos | Comment (1)Metades
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Jaqueline Reyes – Terapeuta
“De quantas metades somos feitos ?
De quantas metades precisamos para dar os passos necessários a nossa felicidade ?
Por quanto tempo ainda vamos viver nas metades ?
Se somos feitos de polaridades é porque podemos vivê-las sem que isto
signifique subjugar uma em função da outra. Pois ambas são necessárias à
nossa totalidade.
Experimente simplesmente seguir o caminho do meio e ser : Eu Sou Masculino e Feminino ! Eu Sou Caça e Caçador ! Eu Sou Alegria e dor ! Eu Sou… tudo o que desejar Ser.
Quando assumimos que somos “bom” e “mal”, “claro” e “escuro”, que temos dentro de nós sentimentos de “amor” e “ódio” nos libertamos de paradigmas que nos “obrigam” a sermos “certinhos”, de correspondermos as expectativas de todos e deixando as nossas para um outro dia, uma outra oportunidade.
Ser inteiro, integro com tudo o que se é, precisa de treino diário, de observação constante do que nos motiva para cada acção nossa.
Há muitos cursos e terapias que nos orientam, auxiliam, neste encontro do Eu, do ser que somos, e que por vezes permanece escondido até mesmo de nós.
Só participar de um curso ou ir para uma terapia também não vai ser a “solução” de todos os “problemas”, mas é o despertar para consciência do ser que você é ou pode vir a ser se trabalhar profunda e regularmente em si próprio.
Eu sempre fico “receosa” com cursos e profissionais que assumem ser aquele método o melhor de todos, o único capaz de resolver tudo.
Qualquer que seja o método ou o terapeuta é preciso sempre considerar que é a sua vida, e que você deve ser o único a geri-la. Dar o poder sobre a sua vida para quem quer que seja é a via mais rápida para a decepção e a dependência. Decepção porque todas as pessoas são falíveis e só você sabe realmente o que é melhor para si. Dependência porque ao se habituar as “muletas” elas começam a fazer parte de você, apesar de ser exterior a sua pessoa, e cada vez que algo correr menos bem você vai correr para as “muletas”. Continue reading »
Arquivado em Jaqueline Reyes, artigos | Comment (1)








