Metades

Maio 3rd, 2010

43.1

Jaqueline Reyes – Terapeuta

 
metades cort 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“De quantas metades somos feitos ?
De quantas metades precisamos para dar os passos necessários a nossa felicidade ?
Por quanto tempo ainda vamos viver nas metades ?
Se somos feitos de polaridades é porque podemos vivê-las sem que isto
signifique subjugar uma em função da outra. Pois ambas são necessárias à
nossa totalidade.

Experimente simplesmente seguir o caminho do meio e ser : Eu Sou Masculino e Feminino ! Eu Sou Caça e Caçador ! Eu Sou Alegria e dor ! Eu Sou… tudo o que desejar Ser.

Quando assumimos que somos “bom” e “mal”, “claro” e “escuro”, que temos dentro de nós sentimentos de “amor” e “ódio” nos libertamos de paradigmas que nos “obrigam” a sermos “certinhos”, de correspondermos as expectativas de todos e deixando as nossas para um outro dia, uma outra oportunidade.
Ser inteiro, integro com tudo o que se é, precisa de treino diário, de observação constante do que nos motiva para cada acção nossa.

Há muitos cursos e terapias que nos orientam, auxiliam, neste encontro do Eu, do ser que somos, e que por vezes permanece escondido até mesmo de nós.
Só participar de um curso ou ir para uma terapia também não vai ser a “solução” de todos os “problemas”, mas é o despertar para consciência do ser que você é ou pode vir a ser se trabalhar profunda e regularmente em si próprio.
Eu sempre fico “receosa” com cursos e profissionais que assumem ser aquele método o melhor de todos, o único capaz de resolver tudo.

Qualquer que seja o método ou o terapeuta é preciso sempre considerar que é a sua vida, e que você deve ser o único a geri-la. Dar o poder sobre a sua vida para quem quer que seja é a via mais rápida para a decepção e a dependência. Decepção porque todas as pessoas são falíveis e só você sabe realmente o que é melhor para si. Dependência porque ao se habituar as “muletas” elas começam a fazer parte de você, apesar de ser exterior a sua pessoa, e cada vez que algo correr menos bem você vai correr para as “muletas”. Continue reading »

Para reflectir

Fevereiro 10th, 2010

43.1

“Responsabilidade e Compromisso”

Um texto de Jaqueline Reyes

sol e arvores
 

“Quando aprendemos algo e não usamos, estamos nos comprometendo e também aos outros e deixamos de viver a RESPONSABILIDADE sobre o saber que
adquirimos e faltamos com o COMPROMISSO assumido, consciente ou inconscientemente, com o nosso próximo.

Não precisamos ir longe, podemos simplesmente olhar para o dia de hoje e numa análise breve pensar se correspondemos a responsabilidade que
assumimos com quem amamos de os amar, com o trabalho de trabalhar, com os livros de os lêr, com os amigos de estarmos ali…

Toda gente fala de amor universal, mas quero saber quantos de nós já pegou no telefone hoje e ligou para a mãe e o pai, ou para o filho (a), para o
amigo(a) para saber como ele está. E aqui não é preciso amor universal, é amor fraternal…algo muito básico dentro da linha de amor..

Como podemos querer “crescer”, evoluir se não conseguimos fazer o mais primordial do caminho que é ser responsável para com o amor que recebemos
e responder aos compromissos assumidos com os nossos pais, filhos, amigos…com a vida ?.

Eu conheço imensa gente que me fala sobre espiritualidade e liberdade, e que no entanto fazem coisas que até “Deus” dúvida nas suas vidas
pessoais…que não ligam para os seus filhos, que não ligam para os seus pais, que simplesmente negam qualquer possibilidade de credibilidade.
Não estou julgando, só constato que evoluir não é fácil, e que a “ignorância” por vezes seria mais benéfica à grande maioria das pessoas
que estão batendo com a mão no peito proclamando o seu grau de espiritualidade.

Conheço pessoas que não possuem conhecimento de nada, mas que obram verdadeiras “Obras Divinas” no que tange ao compromissos que assumem com
os seus, e fazem com amor e um alto sentido de responsabilidade, e mais são felizes em seus “afazeres”.
Qdo observo um pai ou uma mãe dando a sua atenção plena para o seu filho, sinto todo o amor, compromisso, confiança que ali circula.

A maternidade me trouxe um aprendizado muito maior que algum dia poderia pensar : o compromisso de amar e nunca desistir.
Por isto existem tantos movimentos de pais em busca de seus filhos, de pais que procuram por ajuda para os seus filhos, por isto existem
movimentos como as Ongs que procuram através de actitudes responsáveis criar compromissos, elos, comuns à sociedade que pertencem com um objetivo
comum : o bem do seu próximo.

É tão mais fácil muitas vezes simplesmente “abrir” mão de tudo e assumir o papel do “tentei mas…”
Díficil é assumir a responsabilidade e o compromisso com as pessoas que estão no nosso caminho, com as tarefas que estão no nosso caminho, com as
escolhas que fazemos.

Há muita gente que pensa que espiritualidade é evasão do mundo, é o “fugir” da “maldade” humana, do mundano…
Espiritualidade é acordar todos os dias e tomar o pequeno almoço agradecendo pela vida, é olhar o companheiro dormindo e pensar obrigada
meu Deus por esta pessoa na minha vida, é ter preguiça e mesmo assim encontrar forças para ir “a luta”. É preparar a comida, limpar a casa, é
descansar olhando o sol nascer, é rir até doer a barriga….

Em nenhuma religião está escrito que a pessoa espiritual precisa de “abandonar” o filho, o pai/mãe, de ser “pobrezinho”, de “largar” o emprego
e ir para o fim do mundo seguir o seu “guru”.
Deus através dos seus mensageiros sempre aplicou leis de conduta sérias e responsáveis, sempre reforçou o compromisso, e para podermos viver isto,
precisamos de estar na vida. Ou seja, precisamos viver a nossa vida como um todo : físico, emocional, mental e espiritual.

Eu aprendi que por mais amor que vc tenha na vida, por mais amor que vc diga ter por alguém se vc não agir com responsabilidade e compromisso,
todo o sentimento é em verdade uma balela.
Um amor, um caminho, uma escolha não pode em última análise sobrepor-se aos compromissos assumidos anteriormente de modo a criar o caos na vida de
quem se diz amar.

As vezes em que tomei este caminho, aprendi a duras penas que as pessoas que magoei sofreram, mas eu iria sofrer muito mais com a minha busca do
“perdão”, porque teria que primeiro perdoar a mim mesma.
Que cada um de nós possa viver as mais altas expressões do amor : responsabilidade e compromisso, de maneira suave e feliz com tudo e todos.”

Texto de Jaqueline Reyes
www.harmoniainterior.com

Aceitação

Janeiro 19th, 2010

43.1

Texto de Jaqueline Reyes

peixes para blog

 

“…depois de anos trabalhando sobre “verdades” tais como
o amor cura, criamos nossa própria realidade e etc. De repente veio-me uma luz sobre todas estas “verdades”, e quis compartilhar com vocês.

Entendi que a chave para a “cura” passa pela nossa aceitação da “doença”, do “problema”, a “pessoa”.

E quando digo aceitação, não estou falando de submissão ou de qualquer atitude do tipo “deixa estar” e não pensamos mais nisto até que nos doa tanto que somos obrigados a olhar de frente para o “x” da questão.

A aceitação deve vir da compreensão de que somos mais do que seres humanos. Somos almas que no momento escolheram habitar um corpo humano para poder experimentar “novas” ou “diferentes” formar de viver a vida, de viver Deus em nós.

Quando a aceitação passa pela compreensão, começamos a ver as nossas “lições”, escolhas, com mais amor e menos apego.
Entendemos que tudo é uma questão de escolha. Tudo o que nos acontece é por obra da nossa escolha, seja qual for a situação, o sentimento, a vida que levamos.

Você deve estar se perguntando, se o drogado ou o aleijado, se o algoz ou até mesmo a vítima escolheram viver esta ou aquela cena, então onde entra o karma, o dharma, Deus e tantos outros seres de luz ?!

Bem, para começo, Deus e os seres de luz, respeitam o nosso direito inato de vivermos o livre arbítrio. Quando muito eles nos aconselham a tirar melhor proveito disto ou daquilo consoante o que escolhemos viver. E tanto o karma quanto o dharma estão relacionados com o que desejamos viver. Estas leis são tão mutáveis quanto podemos aceitar. Porque se vemos a dor como um karma, então será um. Se vemos a dor como um dharma, então será um. A diferença básica está em como aceitamos viver a experiência chamada dor, se com passividade amorosa ou com rejeição e raiva.

Se partimos do princípio que Deus É tudo e Está em tudo, então todos estamos vivendo a experiência de sermos Deus em acção, e nada mais é certo ou errado, as ilusões sobre estas dualidades deixam de existir.

Neste momento damos os primeiros passos para vivermos a verdadeira aceitação, e começamos a trilhar o caminho da cura que nos leva a sermos de novo os responsáveis pelas nossas vidas na Terra. Somos nós quem “dizemos” esquerda ou direita, para cima ou para baixo.

Quem está sofrendo pode simplesmente resolver deixar de sofrer, quem está feliz pode também optar por ser triste. E ambos viveram a outra face das escolhas anteriormente feitas.

A realidade é uma ilusão, a dor é uma ilusão, a alegria é uma ilusão, o tempo é uma ilusão…e isto já diziam os avatares que aqui vieram viver a mesma experiência que hoje nós vivemos.

De repente o que antes era dúvida e anseio, hoje vejo como uma escolha. Experiemente por um minuto que seja, pensar e agir como se tudo fosse uma ilusão e como ilusão que é, tudo fosse mutável conforme você assim o quisesse. O que você faria ? Onde estaria ? Como seria ? Qual seria a sua escolha ?.

Aprendi, que por mais que eu saiba e sinta isto como uma verdade, esta é a minha verdade e quando muito posso tentar colocar em palavras aquilo que aceito como a mais maravilhosa das chaves para a cura e a felicidade de ser um dos muitos eus que posso ser.

Aprendi também que por mais que me seja ainda difícil de aceitar as escolhas das pessoas a quem amo, estas escolhas são a melhor experiência alguma vez vivida por eles. E que eles não são as suas escolhas, eles são almas em corpos humanos.

Que a sua experiência nesta vida, seja tão maravilhosa e rica quanto você estiver disponível e disposto para isto.”

Agradecemos a Jaqueline Reyes, ter-nos cedido este seu texto, repleto de sabedoria.