Entrevista com Fernando Albuquerque

Novembro 8th, 2009

43.1

Primeira Parte – Entrevista

Fernando Albuquerque

38.1

 

Nesta entrevista Fernando Albuquerque vai pela primeira vez falar-nos de temas tão controversos como; os Maias, as profecias de Nostradamus e os fenómenos de Fátima, de que forma estão ligados ao final de uma era e o começo da nova, no ano de 2012.

Primeira Pergunta:

1. O que o levou a interessar-se por fazer um trabalho e um estudo exaustivo relativamente a este período, que vai desde 1917 a 2012, sobre a história da humanidade e mais especificamente sobre a história de Portugal?

Resposta:

A primeira coisa naturalmente tem a ver com dois aspectos que considero importantes e altamente mobilizadores: gosto muito de investigar por um lado e por outro é um assunto que se prende à minha própria história porque não deixo por um lado de herdar todo o peso da tradição e história portuguesa e por outro, de ser um protagonista – como de resto todos nós – neste tão importante período de tempo.

Depois há ainda a oportunidade, porque sendo astrólogo vou conseguindo correlacionar outro tipo de informação que está mais velada, porque muita dela está realmente no céu e não na terra. Finalmente porque Portugal é um país extraordinário pela sua já longa História, o que o torna um extraordinário laboratório astrológico. Os EUA por exemplo tendo feito a sua Constituição em 1865, são neste sentido muito novos na perspectiva do que estamos a falar, ate porque ainda nem sequer concluíram o primeiro Ciclo de Plutão.

Essas questões em Astrologia Mundial - ou estudo dos Países é muito importante – só para lhe dar um exemplo, nós portugueses tivemos uma Presúria e um Condado – esses dois momentos estão ligados por um Ciclo de Plutão. Depois de constituídos como País Político, exactamente num outro Ciclo seguinte de Plutão – sofremos a Batalha de Aljubarrota, onde poderíamos ter perdido a soberania – Batalha que ainda hoje intriga os militares e historiadores porque as frentes de combate eram muito desequilibradas em termos de forças. Contudo nós que dispúnhamos de menos intervenientes ganhamos esse confronto.

Então deparamo-nos sempre com duas realidades: a que foi de facto e aquela onde haverá por certo elementos menos explicáveis mas, que tiveram de ocorrer de alguma forma. Isso gere lendas o que é outra faceta extraordinária… muitas vezes anos depois aparecem determinados escritos, relatando pormenores que já ninguém pode facilmente comprovar. Essa faceta abre portas a no mínimo se tentar perceber dum ponto de vista astrológico se existe ou não coerência entre o que consta como registo e aquilo que se diz. Verdade? Lenda? Ou uma estratégia que sempre acompanhou os grandes momentos e é contornada de forma inteligente? São dúvidas que eu tenho.

O que nos pode dizer o céu sobre isso? Há coerência ou não?
E nessa sequência de factos há uma linha idêntica – isto é, as mesmas características ou no mínimo características semelhantes? E com que tudo isso pode ser correlacionável?

Como vê, há toda uma série de labirintos, que não deixam de ser pistas que podem ser seguidas… umas abortam naturalmente, outras são de facto correlacionáveis e mantêm uma lógica entre si – o que torna este estudo apaixonante e ate um grande desafio. Na prática é como construir um grande puzzle, pois como qualquer outro a visão global só surgirá se preenchermos o máximo de peças soltas. E por mais extraordinário que lhe pareça, acaba sempre por se descobrir nas nossas próprias vidas um ou outro aspecto, um ou outro lugar ou história pessoal, que parece fazer uma ressonância, como se tudo acabasse por estar inter-relacionado.

Em resumo, há paralelismos entre a História Mundo, a História do País em que vivemos e a nossa própria história pessoal – e perceber isso, com algum discernimento torna-se tão interessante quanto viver dentro dum livro de histórias onde simultaneamente somos participantes activos e personagens.
Antes de lhe responder à questão 1917 – 2012 deixe-me ainda fazer-lhe uma outra analogia – tem a ver com um filme que vi há muitos anos, lembro-me do seu conteúdo mas, não do seu titulo.

Tratava-se de um assassinato. Os próprios actores iriam agora recriar o cenário – ou melhor – os cenários possíveis. Na medida em que recriavam situações em torno do argumento, tinham liberdade de criar – vivenciar sentimentos, absorver outro tipo de informações e o resultado foi descobrir pistas, que nem os próprios investigadores oficiais tinham relacionado – isto porque tudo foi revivido, observando-se várias perspectivas da mesma realidade.
Só no CSI é que as coisas têm aquela linearidade. Pense só em casos como o de Camarate e o da recente Madie e veja como tudo se processa na realidade que nos é imposta. E isto só como exemplo e para explicar este modelo de investigação, que é muito abrangente porque partindo do fenómeno em si, nunca pode desenquadrar-se duma realidade mais abrangente. É como o problema da saúde – quando temos uma dor – o problema não está garantidamente onde a sentimos… porque ela é um sinal que precisa de ser descodificado, para chegar-mos então à origem que nos afecta.

A questão 1917 – 2012 é a todos os títulos uma das mais interessantes e ocorrida com testemunhas em território nacional.
Como tive oportunidade de dizer na conferência para os Católicos e Crentes, é Nossa Senhora de Fátima e ponto final – que o digam os milhares que ali se deslocam todos os anos nas efemérides das Aparições. E nada há de errado nisso. A questão que eu me referi – é que há todo um manancial informativo e correlacionável, o que pode levar-nos a tirar algumas conclusões que mais do que história passada, são informações importantes que se projectam para um futuro.

O problema é este: se olharmos Fátima como fenómeno em si – temos uma perspectiva. Se o olharmos de uma forma integrada, temos outra completamente diferente, porque e nisso estou de acordo, há realmente o anunciar informativo mas, que extraordinariamente essa informação foi transformada nos Segredos de Fátima. É evidente que a especulação sobre o assunto aumentou, mistificou-se e por uma certa tendência dividiu-se em dois grupos: os que acreditam e os cépticos. Mas, o que se passou realmente? Que segredos são esses? Quem é a Senhora de Fátima?
Como em muitas outras ocasiões aconteceu, só vinte anos mais tarde Lúcia, escreve sobre o assunto, o que também não deixa de ser uma característica comum.

A minha própria convicção não é importante… importante é conseguir-se enquadrar dentro duma lógica tecnicamente suportável, que essas Aparições – as do Anjo e da Senhora, enquadravam-se num plano maior – alertando para as mesmas datas e culminado todo um processo no chamado Milagre do Sol, testemunhado por milhares de pessoas, como relata a imprensa da época em 13 de Outubro de 1917.

Então agora começam as questões: é comprovável ou não astrologicamente o sucedido? Efectivamente é – se e só se – o enquadrarmos por um lado com a Batalha de S. Mamede e por outro com o Eclipse Solar de 1999 e a Cruz Fixa. É uma das tais peças do puzzle que encaixa absolutamente. Isso leva-nos a rever muita coisa, porque sendo o fenómeno Fátima enquadrável a este nível de rigor temporal e articulável com a própria História só temos duas saídas: ou Portugal tem realmente um papel determinante nos dias vindouros – e assim sendo teve de o manter vivo em todo o seu passado – e mesmo assim ainda bifurcamos para:

- Trata-se de um Projecto Cósmico
- Ou trata-se de uma estratégia inteligente que suporta a coerência das coisas, contornando-as dentro da sua vontade livre e distorcendo a informação?

Pessoalmente sou de crer que as duas facetas são verdadeiras. Assim sendo quem controla a informação? A Igreja? O Estado? Uma Ordem Secreta? Ou quem? E este ou quem – é na verdade o que mais me intriga.Uma coisa é certa – os Maias e isso é mais que público, fizeram chegar a nós uma tradição que fala em “mudança ou finais de tempos em 2012”. A história de Portugal, segundo a minha perspectiva, induz-nos nessa mesma linha. E a Senhora de Fátima é também sobre o que nos veio falar e por mais extraordinário – a própria Igreja, não toca nesse assunto. Porque as mensagens tem níveis informativos e eles não foram contemplados? Sabem mais, não lhes convém falar porque o assunto envolve-os? Ou para quem seria a Mensagem de Fátima?

Quando há 2000 anos se falou da Estrela de Belém, a quem serviu essa informação? Aos Reis Magos, certo? E quem eram Eles? E essa Estrela existiu ou é uma Estrela simbólica resultado da Conjunção de alguns Planetas? No entanto tudo aconteceu!… e para lá do querer – poder, a relação de factos suplantou a vontade humana, porque a leitura foi feita nos céus – por aqueles que a sabiam ler – nesse grande Livro.

Continua brevemente…. Deixe o seu comentário!

Entrevistado por Ana Pereira (Indian Rose)

Ciclo de Conferências

Novembro 6th, 2009

43.1

Novo Ciclo de Conferências:
“Final dos Tempos” ou ”Milagre do Sol”?

Fernando Albuquerque

72.1

 
Porto – 22 de Novembro
Lisboa – 11 de Dezembro


- Profecias Maias
- Final dos Tempos e 2012
- enquadramento astrológico de vários acontecimentos nacionais e internacionais
- Eclipse solar de 11 de Agosto de 1999
- Cruz Fixa Cósmica
- Livro e Eclipse
- Tribo de Judá versus Signo de Leão
- Centurias de Nostradamus e mês 7 de 1999
- Julho de 1999 e solstício de Inverno de 2012
- Batalha de S. Mamede e Grau 18 de Leão
- Segredos de Fátima

Se se interessa por estas matérias, e gostaria de saber o resultado de muitos anos de investigação do astrólogo Fernando Albuquerque, convidamo-lo a assistir a um ciclo de conferências sobre estas e outras matérias, ciclo que iniciará este mês de Novembro, com o tema : “Finais dos Tempos” ou “Milagre do Sol” ?

Trata-se de um ciclo de conferências, mensal, que se prolongará pelo ano de 2010, sobre todos os temas relevantes incluídos nesta 1ª conferência, que é em si mesmo uma chamada de atenção para a História simbólica e mística de Portugal.

Estas conferências têm a particularidade de serem interactivas, dando possibilidade de no final haver espaço para o debate de ideias.

Também para um melhor entendimento sobre estas temáticas vamos disponibilizar no blog da Indian Rose uma entrevista realizada por Ana Lourenço Pereira.
www.indianrose.pt/blog

Informações Práticas

Porto
Local:
Hotel Tryp, Matosinhos
Exponor

Informações adicionais: Circulo de Luz 96 3781012

Lisboa
Local:
Hotel Holiday Inn,
Avª António José de Almeida
Lisboa

Informações adicionais: Indian Rose 96 5789572

As novas condições destas conferências:
Inscrição e pagamento até 24 horas antes da Conferência : 8 euros
Pagamento no dia da Conferência : 10 euros
Inscrição e pagamento antecipado de 3 conferências : 22 euros

A inscrição prévia só será formalizada depois do envio do comprovativo de transferência.
Este sistema de pré-pagamento irá permitir prever antecipadamente as melhores condições para cada evento e assim gerir mais facilmente custos desnecessários a nível de recursos e logística.
Informamos ainda que estes valores destinam-se a liquidar custos com a apresentação pública deste trabalho.
Depois de cobertos todos os custos, caso haja excedente, esse valor será doado a uma Instituição de Solidariedade Social.

Brevemente disponível, neste blog, a primeira entrevista a Fernando Albuquerque, sobre estas temáticas.