Desvendar para Reconciliar
![]()
Desvendar para Reconciliar com as Constelações Familiares
Autor: Satori Darshan
“Saímos sempre de um seminário de Constelações Familiares com a alma boquiaberta e o chão a parecer fugir-nos dos pés. Vemos claramente como fomos criando scripts nebulosos para o filme da nossa vida e da dos outros brandindo chavões decorrentes dos condicionamentos sócio-culturais a que estamos sujeitos. E só pensamos : até hoje via o mundo às avessas!
Muitas mulheres vivem convictas de que a sua infelicidade se deve à relação conflituosa com a mãe. Sempre por culpa desta, claro, e dos muitos defeitos que lhes apontam. Curiosamente, em lampejos esparsos de clarividência, até reconhecem os mesmos defeitos em si mesmas, o que as enfurece ainda mais pois foi o mau feitio e a frieza da mãe que as condicionou tornando-as seres de plasticina ou, inversamente, duras e altivas, ambas as coisas repercutindo-se pesadamente nas relações pessoais e profissionais onde, curiosamente, oscilam por vezes entre a vitimização e a exigência extrema.
Tomemos por paradigma o caso de Maria, uma professora de 43 anos. Na entrevista que antecede a Constelação Familiar, porque sabe que só considero factos e não interpretações, apenas refere: Tenho problemas de estômago, mama e endometriose. Dou-me mal com a minha mãe.
Antes de indicar a M. os representantes que deve escolher, interrogo-a sobre a história familiar da sua mãe: Há uma cadeia transgeracional de mulheres que geraram filhos com rapazes filhos de proprietários; a bisavó de M. entregou à mãe dela, à nascença, uma filha que teve com o filho mais velho da família onde servia. A avó de M. entregou a filha à família do pai desta, (filho da família em cuja propriedade a sua família e ela própria trabalhava) e veio para Lisboa. Casando-se , foi buscar a mãe de M. tinha esta 14 anos.
Sei agora que não preciso de trabalhar com representantes do pai e da mãe. Em geral, procedo por etapas (abordagem fenomenológica) recorrendo a representantes para a família nuclear (pais e filho/a). Só mais tarde, se necessário, ou seja, se com estes representantes não vierem à luz as dinâmicas ocultas que condicionam o cliente, acrescento outros. No caso presente, digo a M. que escolha representantes para a bisavó, avó, mãe e para si mesma. Pelas posturas das representantes (afastamento, perda de forças, gestos de zanga e desespero, etc. ) fica claro que as filhas de cada geração rejeitam a mãe. Uma após a outra, afastam-se das mães quando as encaram ..
Só quando reconstituo, na constelação, o laço mãe /filha, em cadeia, em núcleos sucessivos de mãe e filha, com frases reparadoras das Ordens do Amor (base do trabalho de CF) consegue Maria olhar para a mãe com um olhar limpo pela verdade essencial do vínculo que sugiro que expresse, para consolidação, da seguinte maneira: “Apesar da minha rejeição, és minha mãe. Nasci de ti. Agora recebo-te como minha mãe e podes ter-me como tua filha”. A mesma frase foi dita anteriormente pela mãe de Maria à sua própria mãe, pois é no movimento de amor interrompido da mãe de M. em relação à própria mãe que a deixou em casa da família do pai e só a foi buscar já adolescente que radica a identificação de M. (parentificação) com os sentimentos da mãe.
M. substitui a sua representante na Constelação. A representante da mãe estende-lhe os braços sorrindo. M. oferece resistência ao abraço da mãe, afastando a cabeça e olhando para o lado. Para que M. saia do estado infantilizado em que vive, julgando e recriminando a mãe, acreditando aparentemente ser melhor e saber mais do que ela, mas esmagada pelo desejo inconsciente de aliviar o sofrimento da mãe, o que é um pensamento de “poder mágico” que nasceu em M. quando criança, faço-a dizer: “Tu és a mãe, eu sou a filha. Tu és grande, eu sou pequena. Nada posso fazer para mudar o teu destino. Sou a miúda. A zanga que tomei para mim é tua. Devolvo-ta, com amor.” O rosto de M. ilumina-se como se só agora visse de facto a mãe. Respira ruidosamente por três vezes, abandonando-se depois ao abraço da mãe seguindo um impulso irresistível. Este movimento de cristalina energia invade M. com a mais pura seiva de amor filial.
Encerrada a Constelação, M. senta-se ao meu lado. Nela tudo fervilha. É tomada pelo turbilhão, surpresa e incredulidade que sempre invadem quem se resgata a si mesmo através de uma Constelação. De facto, impulsionados pela crença de que as causas dos conflitos e sofrimento provêm d a falta de amor na nossa família, devorámos revistas e livros de psicologia de tostão que ainda mais nos entrincheiraram numa incessante queixa. Atafulhámo-nos de jargão psicológico e psicanálise por décadas. E um dia, numa constelação, percebemos que afinal não queríamos matar a mãe, mas sim, cegos de amor, poupá-la e até mesmo salvá-la desenvolvendo doenças em vez dela…
Olho para Maria, a meu lado. Exclama: Estou livre! Remato prontamente: Ser adulto é assumir a responsabilidade pela própria vida… e isso é liberdade, sim!”
Darshan é formada em Constelações Familiares pela Escola de Psicologia Tara (Espanha) e em Hellinger Sciencia por Bert Hellinger e desenvolveu, ao longo de oito anos, uma abordagem original e sincrética no seu trabalho como consteladora. O seu “membership” do Campo de Conhecimento e Energia da Hellinger Sciencia, habilita-a a trocar impressões, mensalmente, com Bert e Sophie Hellinger sobre quaisquer problemáticas surgidas no decorrer do seu trabalho como consteladora ou no seu percurso pessoal.
Contacto: darshan@darshanzen.com
96 65 190 65
Arquivado em artigos, constelações familiares | Comment (0)Constelações Organizacionais
![]()
Constelações Organizacionais
Cecílio Regojo
Lisboa – Carcavelos, 31 de Outubro e 1 de Novembro
Às vezes as organizações e as empresas deparam-se com diversos e complicados problemas cuja solução parece difícil e muitas vezes não está visível.
Outras vezes os indivíduos passam por uma série de problemas a nível profissional: fico na empresa ou vou-me embora, trabalho por conta própria ou por conta de outrem, qual é a minha posição dentro da empresa, equilíbrio entre vida profissional e familiar, etc.
Problemas complexos, podem ter soluções muito simples e rápidas quando é utilizado o pensamento sistémico.
O interessante desta metodologia é que o Cliente fica com uma imagem da sua situação actual, da eventual solução e dos caminhos que tem de percorrer. Tudo é feito de uma maneira intuitiva e fluida, o que faz com que a solução seja totalmente integrada pelo cliente e de mais fácil aplicação.
Workshop
Neste workshop serão demonstradas as potencialidades desta ferramenta excepcional e ajudaremos a resolver as questões trazidas pelos participantes. Neste workshop teórico/prático explica-se o que é a metodologia sistémica das Constelações Organizacionais, realizam-se demonstrações reais e exercícios práticos para que todos os assistentes possam sentir os princípios sistémicos e como se podem aplicar na sua vida diária.
Cecílio Fernández Regojo
Com uma experiência empresarial de mais de 38 anos, tem desempenhado diversos lugares de responsabilidade em empresas de múltiplos sectores e áreas de actividade. A sua actividade como empresário, aliada à experiência como consultor de empresas em vários países, proporcionando-lhe uma visão abrangente das empresas e organizações.
É engenheiro mecânico pelo Instituto Superior Técnico e frequentou vários cursos de pós-graduação em Gestão de Empresas, entre outros.
Formou-se em constelações organizacionais, com os maiores especialistas da matéria. É formador internacional de Constelações Organizacionais e tem feito palestras em vários congressos da especialidade (Alemanha, Bélgica, Espanha, França, México, Costa Rica, República Dominicana, Venezuela, EUA, etc).
Informações Práticas
Lisboa, Carcavelos, 31 de Outubro e 1 de Novembro
Local: Hotel Riviera
Rua Bartolomeu Dias, Junqueiro
2775-551 Carcavelos
Reservas e Informações:
systemic@talentmanager.pt
+351 214671215
+351 917225317
Constelações Familiares
![]()
Constelações Familiares
Carolla Castillo
Lisboa – Carcavelos, 2 a 4 de Novembro
Criadora das suas próprias ferramentas terapéuticas, como as figuras sistémicas e as pegadas sistémicas, de uma grande utilidade nas consultas individuais.
Há mais de 8 anos que facilita workshops, formações e conferências sobre as constelações familiares, do pioneiro e criador Bert Hellinger, na América Latina, Estados Unidos e Europa.
É certificada pelo Instituto de Berlim e o seu trabalho foi relevante para entender que “a solução está mais além da nossa vista”. Fundadora e Directora do Instituto Bert Hellinger da Venezuela. Fundadora e Co-Directora dos Institutos Hellinger do Equador, República Dominicana e Pittsburg (EUA).
Dedicou mais de 20 anos a investigar os mistérios da sabedoria antiga (xamanismo) e a incorporar essas descobertas no trabalho que realiza com as Constelações Familiares. Inspirado pelos Indios Yanomani da Venezuela, Carolla criou um novo conceito de Constelaçõs Familiares, combinando-o com as suas raízes e as heranças dos seus antepassados, emigrantes de vários países. Através desta exclusiva integração , criou uma nova forma de facilitar as constelação que abre o espaço para sanar a alma.
Informações Práticas
Lisboa, Carcavelos: 2 a 4 de Novembro (das 16H às 23H)
Local: Hotel Riviera
Rua Bartolomeu Dias, Junqueiro
2775-551 Carcavelos
Reservas e Informações:
systemic@talentmanager.pt
+351 214671215
+351 917225317
www.talentmanager.pt
Arquivado em Cursos, Eventos, Novidades | Comment (0)


