A diferença entre o olhar e o ver

Agosto 31st, 2010

A diferença entre o olha e o ver…

Autor: Luis Vasconcellos

(artigo disponibilizado recentemente no portal Somos Todos Um e
cedido para a Indian Rose pelo autor)

 

 

Para que exista uma obra de arte, uma escultura p.ex., são necessários o artista, a concepção do artista, uma habilidade desenvolvida pelo artista, um material moldável e ferramentas apropriadas. De que serviria tudo isto sem um observador congruente com a tarefa de ver?
Da idéia até a escultura (ou obra finalizada), várias fases são cumpridas e elas não são evidentes no trabalho realizado.

Contudo, sem a matéria inerte, a pedra ou rocha, sem a idéia, sem o artista, sem as ferramentas corretas nada aconteceria e não teríamos o que admirar com nossos olhos. Estes são, ao mesmo tempo, nosso veículo para olhar, mas só realmente vê aquele que consegue perceber a idéia do artista, sua humanidade, personalidade, maturidade, sensibilidade, a natureza peculiar da rocha (ou qq outro material, como a madeira) e, quem sabe, até os efeitos destas ou daquelas ferramentas usadas. Olhar depende dos olhos, mas o ver depende da consciência.
O que ficaria apenas implícito é revelado para quem tem o conteúdo da EXPERIÊNCIA INDIVIDUAL a lhe compor a visão da totalidade da obra ao invés de sucumbir às ilusões imaginativas de um simples olhar.
Quem ainda não tira frutos de sua experiência para ver o que olha não consegue compor um todo inteligível e compreensível, nem colocar em uma perspectiva mais ampla aquilo que está percebendo.
Quem sucumbe unicamente ao impacto sensório e emocional da obra fica sem ver os demais conteúdos ali implícitos, porém passíveis de serem vistos.
Enquanto a consciência se desenvolve em nós, o passo mais importante é: se dar conta de que existe um foco e que existe um ponto de vista, sempre…

Invariavelmente e não há saída para isto. A saída, se é que merece o nome, é tomarmos consciência de que introduzimos um foco em tudo que percebemos, tudo que percebemos é eleito, de algum modo, por nós mesmos. Essa é a subjetividade inerente à percepção. Não existe observador que não esteja entrando com seus interesses, seus desejos, suas intenções, sua intencionalidade – e assim por diante – em tudo que ele percebe. Chamamos a isto intencionalidade e projeção.
Nada indica que estes dois (a existência do foco e do ponto vista) vão mudar, mas alguma coisa muda quando nos damos conta de suas características e usos. O foco da visão é um problema terrível, pois quando usamos um foco, seja qual for, ao olhar discriminamos tudo que é pertinente ao foco e o que não é pertinente simplesmente é descartado e fica fora da atenção egóica. Podemos exemplificar com a presença, em nossas imaginação, de um homem “teoricamente maduro” que só vê o trabalho na sua frente (este é o seu foco) e que não percebe nem dá relevância à esposa, aos filhos, ao seu laser, ao seu repouso, às outras pessoas em geral… Para ele só existem o trabalho e o dinheiro, a busca de poder, a competividade e seus desafios. O resto, tudo aquilo que não está em seu foco, simplesmente não existe para ele. O resto é simplesmente o restolho de sua perspectiva bem focada e é eliminado das suas considerações sumariamente, pois não tem a mesma importância nem está no centro de sua atenção egóica..
Para efeito de compensação e complementação entre as polaridades feminina e masculina, vejamos também em nossa imaginação uma mulher para quem só existe (em seu foco) o relacionamento com um homem, sua casa, família, filhos e para além deste foco existe o resto, que é igualmente descartado: os maridos das outras, os filhos das outras, seus desejos mais pessoais, sua sempre adiada independência, seu direito à liberdade, seu sonho de uma carreira profissional etc..
Em ambos os exemplos aqui imaginados encontramos pessoas típicas, muitas vezes formando casais que mutuamente se compensam, mas pessoas que estão, por assim dizer, pelas metades, funcionando apenas parcialmente e longe de atingirem a porção de totalidade que suas consciências lhes permitiria, se ao menos tentassem buscar desenvolve-las.
Quem vê vai além daquilo que é percebido pelo olhar. Continue reading »

Ver a “beleza” da Crise. Uma oportunidade para continuar a evoluir!

Novembro 24th, 2009

43.1

“A beleza da crise”

Gilberto de Souza

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Você já percebeu que todas as crises que experimentamos nos ajudam em nosso processo de desenvolvimento? Neste vídeo, de pouco mais de 3 minutos, Gilberto de Souza oferece uma reflexão sobre o impacto e os possíveis benefícios que as crises nos oferecem, quer seja como indivíduos, organizações, comunidade ou Humanidade”.

Todo o contéudo deste post foi retirado do site Pentágono – Capacitação em Excelência: http://www.excelenciaemlideranca.com.br